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28 de outubro de 2026

O continente que paga a saúde do próprio bolso

Por: Fabricio Galvão

Fabricio Galvão, membro fundador, ex-presidente e conselheiro da SOBRACAM e membro do Board da IAAS, assina na edição de outono de 2026 da revista americana Surgery Business o artigo "The Self-Pay Continent: Why South America's Cash Market Needs the ASC" (em inglês).

O ponto de partida: na América Latina e no Caribe, cerca de um terço dos gastos com saúde sai do bolso do próprio paciente. No Brasil, segundo o autor, as famílias pagaram diretamente cerca de R$ 317 bilhões dos R$ 1,1 trilhão gastos com saúde em 2024, e três em cada quatro brasileiros não têm plano de saúde.

Esse dinheiro vai sobretudo para remédios, consultas e exames. A cirurgia continua difícil de comprar, porque faltam opções com preço acessível e transparente. Enquanto isso, as filas crescem: o artigo cita mais de 475 mil procedimentos aguardando cirurgia no Chile, com espera mediana de 277 dias, e mais de 42 mil cirurgias represadas no Peru em 2025. No Brasil, só 20% a 30% das cirurgias são feitas em regime ambulatorial, contra 80% a 85% nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Para Fabricio, o centro de cirurgia ambulatorial pode preencher essa lacuna: sem internação e sem a estrutura de um hospital geral, oferece pacotes de preço fechado que o paciente entende e consegue financiar. Mas preço baixo não basta. O modelo precisa vir com financiamento, acreditação, resultados e indicadores de qualidade, para que a concorrência seja por valor, e não só pelo menor preço.

Leia o artigo completo na Surgery Business (em inglês, p. 75)

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